sábado, 14 de outubro de 2017

In your room


























No seu quarto
Onde o tempo para ou se move ao seu desejo
Você deixará a manhã chegar logo?
Ou me deixará aqui deitado?
Na sua escuridão favorita
Sua meia-luz favorita
Seu sentimento favorito
Seu escravo favorito
No seu quarto
Onde almas desaparecem
Aqui somente existe você
Você vai me levar para sua poltrona?
Ou vai me deixar aqui deitado?
Sua inocência favorita
Seu prêmio favorito
Seu sorriso favorito
Seu escravo favorito
Eu dependo das suas palavras
Vivo da sua respiração
Sinto com a sua pele
Eu estarei sempre aqui
No seu quarto
Seus olhos incendiários
Fazem as chamas se levantarem
Você vai deixar o fogo morrer logo?
Ou eu estarei sempre aqui?
Sua paixão favorita
Seu jogo favorito
Seu espelho favorito
Seu escravo favorito
Eu dependo das suas palavras
Vivo da sua respiração
Sinto com a sua pele
Eu estarei sempre aqui
Eu estarei sempre aqui

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Indo...




















E qualquer coisa que seja vago e solitário que nunca seja.
A quantidade espera mas nunca alcança.
Alavanca e afunda.
O que faz , é.
O que é, não satisfaz.
Nem nunca fará 
E bem nunca será.
E que seja sentido assim como antes.
E assim demora a passar.
Mas na certeza, passará.
Abro sempre as portas para você entrar.
Seja bem vinda, whatever you are.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017






















Eu juro que jamais teria esperado alguns finais como o que vivemos a pouco.
Mas no fundo, sabia que seu enredo indicava uma crônica de qualquer morte anunciada.
Parte triste e parte ácida, esta é sua suave  dança do não-me-quer.
Estranha o amor próprio,
Ignora o beijo da alma,
Desfaz a trama toda,
Se atira na mascarada incerteza de quem sabe o que quer.
Mas este querer, não é a mim o mais adequado.
Mas a mão acordou e, com ela, meu preguiçoso ser sentimental.
Bastou dizer, "você é frio".
E assim, 
Ouvia-se o gelo estourar a centenas de posts distantes.
"Você está bem?", me perguntaram sentindo que, não por um sentido menos ordinário, meu coração cantava desafinado e desafiado.

E desse jeito fui.
Tropeçando na falta da mesmice que deu ritmo à minha vida,
Transbordava olhos a fora por não ter ideia do que fazer!
Isso mesmo!
Eu, finalmente, não tinha ideia do que fazer.
Sem saber letra ou melodia,
Era admiração pura ou impura.
Mas pura e dura mesmo, era apenas mais uma dança na música interrompida.
Quase trilha sonora de nossas vidas.
E mesmo juntos, não cantamos refrões 
Tampouco houve rima.
E esse descompasso marcou toda as falhas que temos.
Marcou sonhos e vinhos,
Em taças nada sóbrias enquanto se esperava a grande atração.
Aquela que nunca subiu ao palco.
E quando tentou, mais uma vez,
Esqueceu a letra.
Mas não a tônica 
Mas não a tal crônica.
Sim.
A mesma da tal morte anunciada.
É triste quando se pode re-escrever a história 
E mesmo assim.
Copiamos o fim antes mesmo do romance começar.
Que triste esta nossa história 
Traímos o que nos prometemos como memória.
Sim! Os dois.
E tenho certeza de que seguiremos assim.
Mágoas, charmes, saliva e afins.





domingo, 8 de outubro de 2017

Pra Constar...















Hoje meu senso poético desorientado está sem graça alguma.
Incrível como escapamos da solidez para tentar vulgaridades dentro da mente.

E assim, hoje não foi um dia de escrever.
Nem de sonhar.

Hoje foi um dia de me incluir em mim mesmo.
E mesmo assim, o que escapa agora, certeza fará sentido no fim.

Enfim, talvez eu o faça apenas para ser lido.
Uma vez que não consegui me fazer entendido.
Que diferença isso faz agora?

Melhor deixar para outro dia...
Hoje, até eu me canso...
Quase que acaba o encanto.
Quase.




sábado, 7 de outubro de 2017

Before They Fall





















Vamos deixar o carinho de lado.
Está tudo certo…
Mas quando me pego segurando seu rosto, seu dorso e aliso o que se levanta ao leve suspirar,
Ela traga tudo pra dentro de si como se fosse brasa.

Quase intoxica.

“Você quer ser meu amor de hoje?”, ela pergunta.
“Você quer ver as estrelas antes que elas caiam?”, ela seduz.
A pergunta antecede e cega qualquer luz que não seja dela.
É na noite, totalmente escura, que se faz amor com um qualquer.
Afinal, não se pode mirar os olhos ou a saliva que escorre da boca.
E tudo vira enredo para páginas virtuais.
Histórias que remetem a tramas reais.
E por muito pouco, quase nada, se rasga num tapete sem vidro.
E quase canta os espinhos sem rosas.
Das flores que colheu e já não são mais as mesmas.
“Está tudo certo”, ele pensa.
“Estou certa que é tudo errado”, ela repensa.
E na madrugada foge e não se explica.
Afinal, a melodia atrofia tudo aquilo que é letra,
E juntos, descontroem a música por medo da inocência.
Mesmo que consigam banalizar a indecência.
Não adianta.
Foram feitos para o momento
Mas não um para o outro.
E de novo, ela canta, “Que você seja o próximo.”
E eles voltam às suas cirandas.
E ambos rodam sem tecer a aliança, símbolo icônico daquilo que deveria ser…

Mas não é.

Melhor sairmos e vermos as estrelas antes que elas caiam.

Selando A Paz

















E em silêncio a gente se delata
As confições não são ditas nem por palavras de cumplicidade 
Não há gritos de lágrimas contidas pela falta de ânimo 
O coração se acomoda estranhamente longe do medo
E o que era carne, vira seda
Indiferente ao toque
E ela entende?

E precisa?

Como água do rio que lambe a rocha
Os pelos acariciavam os dedos 
A inversão foi imposta pela admiração 
Pela devoção à beleza incompreendida
Pela nociva culpa do que não teria a menor necessidade de ser notado
Ou adiado
Ou odiado

E é assim quando se escuta a música dela
Selar a paz internamente é mais importante do que deletar a vida do outro

Paz...

Isso se chama paz.

Amém.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Like A Friend - Pulp





















Don't bother saying you're sorry.
Why don't you come in?
Smoke all my cigarettes, again.
Every time I get no further.
How long has it been?
Come on in now,
Wipe your feet on my dreams.
You take up my time,
Like some cheap magazine,
When I could have been learning something.
Oh well, you know what I mean.
I've done this before.
And I will do it again.
Come on and kill me baby,
While you smile like a friend.
And I'll come running,
Just to do it again.
You are the last drink I never should drunk.
You are the body hidden in the trunk.
You are the habit I can't seem to kick.
You are my secrets on the front page every week.
You are the car I never should have bought.
You are the train I never should have caught.
You are the cut that makes me hide my face.
You are the party that makes me feel my age.
Like a car crash I can see but I just can't avoid.
Like a plane I've been told I never should board.
Like a film that's so bad but I've gotta stay til the end.
Let me tell you now,
It's lucky for you that we're friends.
Like a car crash I can see but I just can't avoid.
Like a plane I've been told I never should board.
Like a film that's so bad but I've gotta stay til the end.
Let me tell you now,
It's lucky for you that we're friends.