
"Reconheci a antigüidade do rosto
pela fumaça apressada do prado
- ela encorpava,
ardilosa,
uma cobra que endurece
o couro
na estocada da faca."
Resolvi estrear como Blogger. Tem tanta gente interessante “bloggeando” que resolvi entrar nessa onda. Antes tarde do que nunca. Uma auto-terapia... Uma observação... Aqui vou colocar de tudo. Textos, texturas, sensuras... senso... sensitive... Blog é para ser assim mesmo. Né não? Por que "S"ensura? Porque gosto do som do "S". Sentido, sexo, sensação, sorrir, saliva, sabor, ssssssss... Vamos colocar maisss "S"`s em nossa vida. :) Divirtam-se!

Baby
I used to watch your flowers grow
Now it's raining and all your petals turns to stone
I've been praying
I turn around and see my rose
But you faded
You left me now it's time to go
You're like a diamond and I'm like glass
Like oil and water we always clash
Sometimes my confessions are hard for me
I'll tell you now I'm setting you free
That's why I'm long gone, long gone
You need to let me fly alone (X3)
That's why I'm long gone, long gone
It may be to late our time is done
Baby
I think you've got your timing wrong
Hating
Exploring this while we're riding on
And it's crazy to think that I could be reborn
If you saved me
Now it's to late and you'll never know
You're like a diamond and I'm like glass
Like oil and water we always clash
Sometimes my confessions are hard for me
I'll tell you now I'm setting you free
That's why I'm long gone, long gone
You need to let me fly alone (X3)
That's why I'm long gone, long gone
It may be to late our time is done
With broken wings (with broken wings)
I can't fly (I can't fly)
I'm gonna need you to save me, angel of mine
With broken wings (with broken wings)
I can't fly (I can't fly)
I'm gonna need you to save me, angel of mine
That's why I'm long gone, long gone
You need to let me fly alone (X3)
That's why I'm long gone, long gone
It may be to late our time is done
You're like a diamond and I'm like glass
Like oil and water we always clash
Sometimes my confessions are hard for me
I'll tell you now I'm setting you free

Foda ver a alegria se esvair das mãos por medo.
Medo meu, seu, de qualquer outra pessoa que tem medo de abrir as janelas, sorrir com os dentes “amarelos” e dizer “se prepara vida, porque quem manda aqui sou eu.”
Medo com a religião...
Afinal pintam Deus com a cor da culpa, do julgamento, enquanto seus preceitos são de amor incondicional. Me ensinaram, “ame a Deus em todas as coisas e aos outros como a ti próprio”.
Eu amo, amo e amo. Mas erro muito e não tenho o medo.
Medo com a educação... Enquanto quem educa erra mais do que se imagina. Mas não perde a moral porque sente-se o amor acima de tudo. Educar é respeito, não pelo medo, mas pelo amor.
Simples medo de ser sempre feliz, porque algum dia te disseram que a vida não é justa.
Que os homens traem, que não há verdade no agora, que o depois se justifica por uma falha de caráter e não porque a vontade falou mais alto que a falsa moral.
Injustiça é imaginar que o estado de felicidade não pode ser maior do que o tempo da própria vida. Pode sim!
Aqui, ali ou em qualquer lugar.
Há momentos tristes.
Há momentos de melancolia.
Há momentos de dias cinza de chuva, frio e escuridão.
Mas podem não ser tristes mas sim de saudades. Sente isso quem ama.
Amar é ruim?
Podem, também, não serem momentos melancólicos, mas sim de auto-contemplação.
Auto-estima é ruim?
Podem, também os dias não serem cinzas, mas sim prateados com a chuva refrescando o calor e limpando a cidade da poluição, sem contar o cobertor com a namorada e a intimidade.
Não há lógica de pensar que isso seja ruim.
A lógica da vida, da religião, ou qualquer que seja, quem faz, na minha vida sou eu!
Enfim, doces momentos de leveza.


É como tocar numa porta que você não atende.
Por mais que a obsessão me jogue contra o muro, a estupidez insiste que há algo de especial.
Meus pensamentos querem entrar na realidade como se meu dedo polegar tentasse caber num buraco de prego na parede.
Ou como se a chave da minha casa quisesse tocar o fundo da garrafa do vinho...
Não cabe...
Nunca se atinge...
Mesmo assim, todo o acaso vira coincidência...
Todo sorriso ou conversa sobre o tempo, vira flerte...
Toda tela vira fonte de observação...
Qualquer passeio a noite vira uma longa viagem a algum lugar.
Porque não importa onde eu vá, nunca chego a lugar nenhum.
É como seu tentasse ver o que há no fim do túnel que corre em círculos.
Não há luz no final.
Sendo assim, prefiro não entrar.
Sento e espero com um olhar taciturno e frustrante.
Resumindo, continua-se na contemplação de uma figura opaca.
Apenas relances nada sóbrios de alguém que não se cansa de cantar:
“Nice to meet you, anyway”


Há milhares de questões a serem julgadas quando se apaixona por um desconhecido ou uma desconhecida (ou nenhuma).
Geralmente, o alvo deste amor absurdo não esta disponível.
A gente não consegue inventar um nome, mas corre para descobrir.
Se transforma numa brincadeira nada salutar de “perseguir” pistas que podem concluir em algo. Geralmente concluímos que já passou da hora de voltarmos para a terapia.
Um grande amigo meu se apaixonou por uma mulher que vive em sua rua.
Seguindo as suas palavras, “ela parece uma boneca de porcelana pela perfeição dos traços, mas a pele é aveludada, com pelos translúcidos e um ar vago de busca eterna da felicidade”.
Uau! Nada melhor do que esta fragilidade feminina para chamar a atenção de um homem!
Analisando friamente, acho que ele também não encontrou a sua felicidade.
Eles se esbarraram poucas vezes na rua.
Sempre uma curiosidade e vontade de bater um “papo barato”.
Enfim, a vida arrumou uma maneira de acabar com esta estória, ela se casou.
Mas a vida não deixa as coisas assim tão resolvidas, não é mesmo?
Para aumentar a aflição de nosso colega, ele descobriu que ambos vão ao mesmo dentista!
Ele quase criou esperanças quando ouviu da boca de seu dentista, que ela compartilhava a mesma cadeira para tratamento dental!
Meu Deus! Seria muita coincidência o fato de morarem no mesmo local e ainda sim frequentarem o mesmo dentista? Seria a vida apenas re-inventando a neurose?
O que me chamou a atenção e também me prova que essa estória é realmente invenção da cabeça dele, outra vez, coincidentemente, ele estava saindo de casa, chateado, um dia após o casamento dela, mais ou menos onze da noite e quem ele encontra saindo de casa a caminho de uma deliciosa lua de mel?????
Ela!
Ele parou seu carro e de maneira ridiculamente sem graça e disse:
“Soube que você se casou?”, imaginem a cara com que deve ter perguntado...
“Sim”, respondeu ela com uma cara sem brilho, segundo ele.
“Parabéns e sucesso”, desejou ele.
“SUCESSO”?! Isso lá é algo que se deseje a alguém que vai se casar?
Isso a gente deseja no trabalho, no aniversário, na formatura... Sei lá!
Resolvi escrever sobre isso porque algo semelhante ocorreu comigo.
Mas a minha estória teve um final feliz...
Fica a minha dúvida aqui...
Será????
Meu conselho a você amigo, siga os passos da tua felicidade...
Seja ela na cadeira do dentista, na rua quase-escura, ou nas pesquisas para descobrir como se soletra o nome dela. Se você está perdendo tempo ou não, apenas o sentido que isso te move pode dizer.
SUCESSO PARA VOCÊ!
:)